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dc.creatorDamasceno, Elisa Steinhorst-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4953967449561541por
dc.contributor.advisor1Oliveira, Margareth da Silva-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7121998100717120por
dc.date.accessioned2020-11-10T19:28:16Z-
dc.date.issued2020-08-04-
dc.identifier.urihttp://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/9354-
dc.description.resumoA Terapia do Esquema (TE) foi desenvolvida para o tratamento de pacientes com sintomas crônicos, transtornos caracterológicos ou Transtornos de Personalidade (TPs). Possuindo uma base Cognitivo-Comportamental, a TE integra elementos da teoria do apego, das relações objetais, abordagens psicodinâmicas, terapia cognitivo-analítica, dos esquemas pessoais, focada na emoção e Gestalt-Terapia. Três pilares fundamentais sustentam a abordagem: o conceito de Esquemas Iniciais Desadaptativos (EIDs, ou esquemas); estratégias (também chamadas de estilos ou respostas) de enfrentamento desadaptativas; e o conceito de Modos Esquemáticos (MEs), desenvolvido posteriormente. Estruturas latentes relacionadas a traços de personalidade, os EIDs são compostos por cognições, emoções e sensações corpóreas. São desenvolvidos na infância e adolescência, como consequências da não satisfação de necessidades emocionais básicas, a partir da interação entre condições ambientais e pré-disposições inatas. Os esquemas são elaborados ao longo da vida, sendo ativados a partir de situações-gatilho que eliciam respostas de enfrentamento baseadas na hipercompensação, evitação ou resignação. Quando acionados, tanto individualmente como em grupos, os esquemas e estratégias de enfrentamento interferem no funcionamento do indivíduo, determinando diferentes formas de sentir, pensar e agir. Representando o estado no qual o indivíduo se encontra em um dado momento, estas diferentes configurações de sentimentos pensamentos e tendências comportamentais são chamadas de Modos Esquemáticos. A abordagem baseada em MEs foi desenvolvida para auxiliar na compreensão e tratamento de pacientes com Transtornos de Personalidade graves, permitindo que fossem identificados em termos de Modos Esquemáticos os diferentes conjuntos de sintomas internalizantes e externalizantes que compõem estes transtornos. Para facilitar a identificação dos MEs, tanto no contexto clínico como de pesquisa, foi desenvolvido o Inventário de Modos Esquemáticos (SMI). Trata-se de um instrumento de autorrelato que mensura a frequência de ativação de 14 Modos Esquemáticos, possuindo 124 itens pontuados em escala Likert de seis pontos. A presente dissertação tem como objetivo geral apresentar os processos de adaptação e estudo das evidências de validade do SMI para uso no Brasil. Inicialmente, é apresentada uma seção teórica com fundamentação sobre o tema. São abordadas de forma detalhada a origem da Terapia do Esquema e do termo Esquemas Iniciais Desadaptativos, bem como o conceito de Modos Esquemáticos e o contexto em que foi desenvolvido. As razões pelas quais a abordagem da TE baseada em Modos vem ganhando espaço e relevância são exploradas, sendo justificada a importância de adaptar e validar o instrumento para o contexto brasileiro, citando, ainda, estudos que realizaram esses processos em outros países. Após a fundamentação teórica, é apresentada uma seção empírica com o estudo intitulado “Adaptação e Evidências de Validade do Inventário de Modos Esquemáticos (SchemaModeInventory) (SMI) para a população brasileira”. Primeiramente, é descrito o processo de adaptação do SMI para o uso no Brasil, seguindo as orientações da instituição então detentora dos direitos autorais do instrumento, o Schema Therapy Institute (STI), que concedeu autorização para realização deste processo. Em seguida, são apresentadas as evidências de validade do Inventário, sendo descritos os processos realizados para este fim. A amostra foi selecionada por conveniência, e participaram do estudo 1.027 indivíduos de população geral. Além do SMI, foram aplicados o Inventário de Evitação de Young-Rygh (YRAI), o Inventário de Compensação de Young (YCI), o Questionário de Esquemas de Young – versão breve (YSQ-S3) e o Symptom Checklist (SCL-90), e a coleta foi realizada por meio de plataforma online e papel e caneta. Foi realizada Análise Fatorial Confirmatória (AFC) para a investigação da estrutura fatorial do instrumento, no ambiente R, com o pacote lavaan. A validade convergente foi verificada a partir da análise das correlações entre os Modos Esquemáticos, Esquemas Iniciais Desadaptativos, Estratégias de Enfrentamento Evitativas e Hipercompensatórias e sintomas psicológicos clínicos. Os índices de ajuste ao modelo fatorial foram considerados adequados, com χ² relativo de 2,4, SMRSR = 0.065, RMSEA = 0.042, CFI = 0.9 e TLI = 0.9. As subescalas apresentaram consistência interna adequadas, variando de α = 0.70 e Ω = 0.71 a α =0.90, Ω = 0.91. As cargas fatoriais padronizadas foram todas estatisticamente diferentes de zero e, em sua maioria, superiores ao valor estabelecido como critério, de 0.3. As análises de correlações bivariadas evidenciaram padrões de convergência, em sua maioria, correspondentes àqueles à priori hipotetizados, sendo discutidos os resultados mais relevantes do ponto de vista teórico. Por meio do presente estudo, verificou-se que a versão brasileira do SMI apresenta propriedades psicométricas satisfatórias, sendo considerado um instrumento adequado para utilização no contexto brasileiro, tanto na pesquisa quanto na prática clínica.por
dc.description.abstractScheme Therapy (ST) was developed to treat patients with chronic symptoms, characterological disorders or Personality Disorders (PDs). Having a Cognitive-Behavioral basis, ST integrates elements of attachment theory, object relations, psychodynamic approaches, cognitive-analytical therapy, personal schemes, focused on emotion and GestaltTherapy. Three fundamental pillars underpin the approach: the concept of Early Maladaptive Schemas (EMSs, or schema); maladaptive coping strategies (also called styles or responses); and the concept of Schema Modes (also called SMs or modes), later developed. Latent structures related to personality traits, EMSs are composed of cognitions, emotions and bodily sensations. They are developed in childhood and adolescence, as consequences of not satisfying basic emotional needs, from the interaction between environmental conditions and innate predispositions. Schemas are developed throughout life, being activated from trigger situations that elicit coping responses based on overcompensation, avoidance or resignation. When activated, both individually and in groups, schemas and coping strategies interfere in the individual's functioning, determining different ways of feeling, thinking and acting. Representing the emotional state in which the individual is at a given moment, these different configurations of feelings, thoughts and behavioral tendencies are called Schema Modes (SMs). The approach based on SMs was developed to assist in the understanding and treatment of patients with severe Personality Disorders, allowing the different sets of internalizing and externalizing symptoms that make up these disorders to be identified in terms of modes. In order to facilitate the identification of these structures, both in the clinical and research context, the Schema Mode Inventory (SMI) was developed. It is a self-report instrument that measures the activation frequency of 14 modes, with 124 items scored on a six-point Likert scale. The present dissertation has as general objective to present the processes of adaptation and study of the evidence of validity of the SMI for use in Brazil. Initially, a theoretical section is presented with justification on the topic. The origin of Schema Therapy and the term Early Maladaptive Schemas are discussed in detail, as well as the concept of Schema Modes and the context in which it was developed. The reasons why the ST approach based on Modes has been gaining space and relevance are explored, justifying the importance of adapting and validating the instrument to the Brazilian context, also citing studies that carried out these processes in other countries. After the theoretical foundation, an empirical section is presented with the study entitled “Adaptação e Evidências de Validade do Inventário de Modos Esquemáticos (Schema Mode Inventory) (SMI) para a população brasileira” (Adaptation and evidence of validity of the inventory of schematic models for the Brazilian population). Firstly, the study describe the process of adapting the SMI for use in Brazil, following the guidelines of the institution that then held the copyright for the instrument, the Schema Therapy Institute (STI), which granted formal authorization to carry out this process. Then, the evidence of validity of the Inventory is presented, and the processes carried out for this purpose are described. The sample was selected for convenience, and 1,027 individuals from the general population participated in the study. In addition to the SMI, the Young-Rygh Avoidance Inventory (YRAI), the Young's Compensation Inventory (YCI), the Young's Scheme Questionnaire - short version (YSQS3) and the Symptom Checklist (SCL-90) were applied. The collection was performed through an online platform and paper and pen. Confirmatory Factor Analysis (CFA) was performed to investigate the instrument's factorial structure, in the R environment, utilizing the lavaan package. The convergent validity was verified from the analysis of the correlations between Schema Modes, Early Maladaptive Schemas, Avoidance and Overcompensation Coping Strategies and clinical psychological symptoms. Fitting indexes to the factorial model were considered adequate, with relative χ² of 2,4, SMRSR = 0.065, RMSEA = 0.042, CFI = 0.9 and TLI = 0.9. The subscales showed adequate internal consistency, varying from α = 0.70 and Ω = 0.71 to α =0.90, Ω = 0.91. The standardized factor loadings were all statistically different from zero and, for the most part, over 0.3, which was the value established as a criterion. The analysis of bivariate correlations showed patterns of convergence, mostly corresponding to those a priori hypothesized, and the most relevant results from the theoretical point of view were discussed. The present study found good evidence that the Brazilian version of the SMI has satisfactory psychometric properties, being considered an adequate instrument to be used in the Brazilian context, both in research and in clinical practice.eng
dc.description.provenanceSubmitted by PPG Psicologia ([email protected]) on 2020-09-16T17:42:15Z No. of bitstreams: 1 Dissertação de Mestrado Elisa Steinhorst Damasceno - Versão Final.pdf: 4549309 bytes, checksum: 75b79d1339bb3008812e2ddecf883fd9 (MD5)eng
dc.description.provenanceApproved for entry into archive by Caroline Xavier ([email protected]) on 2020-11-10T19:24:23Z (GMT) No. of bitstreams: 1 Dissertação de Mestrado Elisa Steinhorst Damasceno - Versão Final.pdf: 4549309 bytes, checksum: 75b79d1339bb3008812e2ddecf883fd9 (MD5)eng
dc.description.provenanceMade available in DSpace on 2020-11-10T19:28:16Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Dissertação de Mestrado Elisa Steinhorst Damasceno - Versão Final.pdf: 4549309 bytes, checksum: 75b79d1339bb3008812e2ddecf883fd9 (MD5) Previous issue date: 2020-08-04eng
dc.formatapplication/pdf*
dc.thumbnail.urlhttp://tede2.pucrs.br:80/tede2/retrieve/179404/DIS_ELISA_STEINHORST_DAMASCENO_CONFIDENCIAL.pdf.jpg*
dc.languageporpor
dc.publisherPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sulpor
dc.publisher.departmentEscola de Ciências da Saúde e da Vidapor
dc.publisher.countryBrasilpor
dc.publisher.initialsPUCRSpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Psicologiapor
dc.rightsAcesso Abertopor
dc.subjectTerapia do Esquemapor
dc.subjectInventário de Modos Esquemáticospor
dc.subjectAdaptaçãopor
dc.subjectValidaçãopor
dc.subjectSchema Therapyeng
dc.subjectSchema Mode Inventoryeng
dc.subjectAdaptationeng
dc.subjectValidationeng
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIApor
dc.titleAdaptação e evidências de validade do Inventário de Modos Esquemáticos (Schema Mode Inventory) (SMI) para população brasileirapor
dc.typeDissertaçãopor
dc.restricao.situacaoTrabalho será publicado como artigo ou livropor
dc.restricao.prazo60 mesespor
dc.restricao.dataliberacao10/11/2025por
Appears in Collections:Programa de Pós-Graduação em Psicologia

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