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dc.creatorTractenberg, Saulo Gantes-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4809580937676420por
dc.contributor.advisor1Grassi-Oliveira, Rodrigo-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1361522424662664por
dc.date.accessioned2020-10-29T13:39:09Z-
dc.date.issued2020-03-19-
dc.identifier.urihttp://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/9295-
dc.description.resumoA exposição a estressores em fases iniciais e sensíveis do desenvolvimento tem sido discutida ao longo das últimas décadas como um fator ambiental capaz de influenciar múltiplos processos do desenvolvimento cerebral. As consequências negativas dos efeitos do estresse precoce e da sua influência sobre o neurodesenvolvimento podem ser observadas através da manifestação de distintos fenótipos comportamentais e cognitivos. Ainda, a exposição precoce a eventos adversos de vida é considerada fator de risco para o desenvolvimento de diferentes transtornos psiquiátricos, como transtornos de ansiedade, de humor e por uso de substância. Diversos mecanismos moleculares e neurobiológicos vêm sendo investigados e apontados como potenciais mediadores de tais alterações e do aumento da vulnerabilidade dos indivíduos para manifestação de transtornos psiquiátricos mais tarde na vida. Regiões cerebrais específicas tornaram-se foco de estudo especialmente por serem extremamente sensíveis aos efeitos de estressores. O córtex pré-frontal, neste sentido, aparece como região chave para os efeitos do estresse precoce uma vez que está implicado na fisiopatologia de vários destes transtornos. Outro fator importante que têm recebido especial atenção é o fato de nem todos indivíduos responderem da mesma forma a exposição precoce ao estresse. Alguns indivíduos expostos a estressores revelam efeitos deletérios e negativos a longo prazo, enquanto uma parcela significativa não revela efeitos negativos aparentes frente a tal exposição. A investigação de possíveis mecanismos e fatores responsáveis pelas respostas de vulnerabilidade e resiliência ao estresse passou a ser temática de estudos na área. No entanto, ainda não se possui clareza de quais seriam os alvos e vias centrais responsáveis por conduzir a tais respostas. Em razão disso, a presente tese se propôs a investigar experimentalmente os efeitos de estressores em diferentes períodos de vulnerabilidade do desenvolvimento, infância e adolescência, em desfechos comportamentais relacionados à ansiedade, cognitivos relacionados à memória de trabalho e de reconhecimento e relacionados à resposta 16 neuroendócrina em camundongos machos na idade adulta. Ainda, procurou-se investigar possíveis mecanismos associados a fatores de vulnerabilidade e resiliência em resposta ao estresse precoce a partir de análises de expressão gênica em alvos específicos. Para tanto, dois estudos experimentais distintos foram realizados a partir de paradigmas de estresse precoce. O Estudo 1 teve como objetivo investigar os efeitos de estressores na infância e adolescência, por meio de um modelo de second hit, em comportamentos de ansiedade e em alvos relacionados a resposta neuroendócrina na idade adulta. O Estudo 2 teve por objetivo investigar os efeitos do estresse precoce, por meio da separação materna (SM), na memória de trabalho e memória de reconhecimento, além do papel da expressão de genes relacionados a sinalização dopaminérgica no córtex pré-frontal medial. Além disso, buscou investigar possíveis diferenças na resposta ao estresse contemplando um desenho experimental que distinguiu animais responsivos e não responsivos (vulneráveis e resilientes) aos efeitos do estresse no início da vida. Os resultados, de forma geral, revelaram efeitos deletérios do estresse em diferentes períodos do desenvolvimento sobre o comportamento e cognição dos animais. O Estudo 1 mostrou, por exemplo, efeitos pronunciados do estresse na adolescência sobre os comportamentos de ansiedade e resposta neuroendócrina. O modelo de second hit, por sua vez, parece ter conduzido a uma resposta atenuada destes desfechos. Já o Estudo 2 revelou prejuízos de memória de trabalho e memória de reconhecimento nos animais considerados vulneráveis aos efeitos da SM. Alterações biomoleculares na expressão gênica de alvos específicos na região do córtex pré-frontal medial foram encontradas em ambos os estudos. A expressão de receptores GR e MR subjacentes ao eixo HPA teve um efeito significativo da exposição aos estressores combinados na infância e adolescência, no Estudo 1, mostrando-se aumentada; enquanto, no Estudo 2, foram evidenciados aumento da expressão de receptores dopaminérgicos (DRD1 e DRD2) nos animais vulneráveis aos efeitos do estresse na infância. Com base nos achados dos estudos empíricos, a presente tese foi 17 capaz de concluir que estressores ao longo do desenvolvimento possuem efeitos distintos, combinados ou de forma isolada, em desfechos comportamentais, cognitivos e de expressão gênica, sugerindo que o período do desenvolvimento e os efeitos cumulativos de repetidas exposições são fatores contribuintes para diferenças na resposta ao estresse precoce. Além disso, os resultados reforçam diferenças individuais na resposta ao estresse, podendo estas serem indícios de potenciais mecanismos de vulnerabilidade e resiliência aos efeitos do estresse precoce.por
dc.description.abstractEarly life stress (ELS) exposure during sensitive periods of development has been discussed over the last decade as an environmental factor able to influence multiple brain developmental processes. ELS negative consequences and its influence over neurodevelopment could be observed through the emergence of different behavioral and cognitive phenotypes. Also, exposure to stress early in life is considered to be a risk factor to the development of different psychiatric disorders, such as Anxiety, Mood and Substance Related Disorders. Several molecular and neurobiological mechanisms have been investigated and pointed out as potential mediators for the behavioral changes and of the increased vulnerability in individuals to manifest psychiatric conditions later in life. Specific brain regions have become the focus of these investigations especially as they are extremely sensitive to stress effects. The prefrontal cortex, in this sense, appears as one of the key regions affected by stress effects, being involved in the pathophysiology of several of these disorders. Another important factor that has received special attention is the fact that not all individuals exposed to ELS respond in the same way. It is known that some individuals exposed to stressors are more prone to develop deleterious and negative effects in a long term, while a significant portion does not manifest negative effects. The investigation of possible mechanisms and factors responsible for leading to both vulnerable and resilience stress response became a thematic of studies in the field. However, it is still unclear which targets and central pathways are responsible for mediate distinct stress effects. For this reason, the current thesis aimed to investigate experimentally the ELS effects in different periods of developmental vulnerability, such as childhood and adolescence, on behavioral outcomes related to anxiety, cognitive functions related to working memory and recognition memory, as well as neuroendocrine stress response in adult male mice. In addition, we sought to investigate possible mechanisms underlying vulnerability and resilience to stress response through gene expression analyses in specific targets. For this, two different experimental studies were carried out based on ELS paradigms. The Study 1 aimed to investigate the ELS effects during childhood and adolescence, using a second hit model, on anxiety-like behaviors and on neuroendocrine stress response in adult mice. The Study 2 aimed to investigate the ELS effects, through maternal separation (MS), on the working memory and recognition memory and dopamine receptors gene expression in the medial prefrontal cortex (mPFC). Further to that, it sought to investigate possible differences in stress response through an experimental design that split stress responsive and non-responsive animals (vulnerable and resilient). Overall, our results revealed deleterious stress effects on behavioral and cognitive outcomes at different developmental periods. Study 1 showed, for example, pronounced adolescence stress effects on anxiety-like behaviors and neuroendocrine response. The second hit stress effects, in its turn, appears to induce a blunted response on these parameters in those animals exposed to childhood stress through MS. In the Study 2, we found working memory and recognition memory impairments in animals considered vulnerable to MS stress effects. Biomolecular changes in gene expression of specific targets in the mPFC region were found in both studies. GR and MR gene expression showed a significant cumulative effect of second hit model in Study 1, as observed by an increase in both gene expression parameters; while in Study 2 increased gene expression of dopaminergic receptors (DRD1 and DRD2) was observed in animals vulnerable to early stress effects. Based on our findings from both experimental studies, this thesis was able to conclude that ELS effects at different time-points of development have distinct effects, combined or isolated, on behavioral and gene expression outcomes. It suggests that specific developmental period and/or cumulative effects of repeated exposures are contributing factors to the variability in stress response. In addition, our results reinforce individual differences in stress response, which could point to potential mechanisms of vulnerability and resilience to ELS effects over the development.eng
dc.description.provenanceSubmitted by PPG Psicologia ([email protected]) on 2020-07-13T22:59:13Z No. of bitstreams: 1 Tese PhD SGT_versãofinal entrega.pdf: 3935144 bytes, checksum: cad98e30186b1d6f5289abc7d8320463 (MD5)eng
dc.description.provenanceApproved for entry into archive by Lucas Martins Kern ([email protected]) on 2020-10-29T13:32:10Z (GMT) No. of bitstreams: 1 Tese PhD SGT_versãofinal entrega.pdf: 3935144 bytes, checksum: cad98e30186b1d6f5289abc7d8320463 (MD5)eng
dc.description.provenanceMade available in DSpace on 2020-10-29T13:39:09Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Tese PhD SGT_versãofinal entrega.pdf: 3935144 bytes, checksum: cad98e30186b1d6f5289abc7d8320463 (MD5) Previous issue date: 2020-03-19eng
dc.description.sponsorshipConselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPqpor
dc.formatapplication/pdf*
dc.thumbnail.urlhttp://tede2.pucrs.br:80/tede2/retrieve/179192/TES_SAULO_GANTES_TRACTENBERG_CONFIDENCIAL.pdf.jpg*
dc.languageporpor
dc.publisherPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sulpor
dc.publisher.departmentEscola de Ciências da Saúde e da Vidapor
dc.publisher.countryBrasilpor
dc.publisher.initialsPUCRSpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Psicologiapor
dc.rightsAcesso Abertopor
dc.subjectEstressepor
dc.subjectEstresse precocepor
dc.subjectDesenvolvimentopor
dc.subjectPsicopatologiapor
dc.subjectAnsiedadepor
dc.subjectModelo animalpor
dc.subjectPsicologia experimentalpor
dc.subjectStresseng
dc.subjectEarly life stresseng
dc.subjectDevelopmenteng
dc.subjectPsychopathologyeng
dc.subjectAnxietyeng
dc.subjectAnimal modeleng
dc.subjectExperimental psychologyeng
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIApor
dc.titleEfeitos de modelos experimentais de estressores precoces ao longo do desenvolvimento nos comportamentos ansiosos e na cogniçãopor
dc.typeTesepor
dc.restricao.situacaoTrabalho será publicado como artigo ou livropor
dc.restricao.prazo60 mesespor
dc.restricao.dataliberacao29/10/2025por
Appears in Collections:Programa de Pós-Graduação em Psicologia

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