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Document type: Dissertação
Title: Avaliação da aptidão física, força muscular periférica, atividade física habitual e uso de antibióticos em pacientes com fibrose cística
Author: Bueno, Gabriela Sabino 
Advisor: Donadio, Marcio Vinicius Fagundes
Abstract (native): INTRODUÇÃO: A fibrose cística (FC) é uma doença genética, de herança autossômica recessiva, com manifestações sistêmicas que comprometem a função normal de diversos órgãos e sistemas, dentre eles o respiratório. Assim, a progressão da doença pulmonar ainda é o fator de maior morbidade, levando à redução da capacidade de exercício. OBJETIVOS: Avaliar o desempenho físico e muscular de indivíduos com fibrose cística. METODOS: Trata-se de um estudo observacional, do tipo transversal, realizado em um centro de fibrose cística. A amostra foi selecionada por conveniência, incluindo pacientes com diagnóstico clínico de FC (teste do suor e/ou avaliação genética), de ambos os sexos e com idade ≥ 6 anos. Os pacientes foram encaminhados para realizar o teste de exercício cardiopulmonar (TECP). Ainda, foram coletados os dados demográficos (idade e sexo), antropométricos (peso, altura e IMC), de função pulmonar (espirometria), genéticos (mutação genética) e as informações clínicas (insuficiência pancreática e colonização crônica por Pseudomonas aeruginosa). No final da consulta, foram realizados o teste de força muscular periférica e o questionário de atividade física. Por fim, foi registrado o total de dias de uso de antibióticos (oral e endovenoso) no período de um ano subsequente à avaliação do TECP. RESULTADOS: Foram avaliados 35 pacientes com diagnóstico de FC. De maneira geral, os dados de função pulmonar (% do previsto) encontraram-se dentro dos limites da normalidade, obtendo-se uma média de 83,1 de volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) e de 90,4 de capacidade vital forçada (CVF). Somente 15 e 10 sujeitos apresentaram resultados de VEF1 e CVF abaixo da normalidade, respectivamente. Quanto ao TECP, a média do consumo máximo de oxigênio (VO2máx) (%) no limiar anaeróbio foi de 67,3, da frequência cardíaca (bpm) de 154,3 e da ventilação máxima (L/min) de 30,8. No pico do exercício, encontrou-se uma média de 90,2 de FCmáx (% da máxima prevista), de 1,1 para o coeficiente de troca respiratória e de 102,3 para o VO2máx (% do previsto), indicando ser um teste de desempenho máximo. Apenas 5 participantes apresentaram resultados de VO2máx abaixo da normalidade. Nenhum sujeito apresentou dessaturação durante e/ou após a realização do teste. Na avaliação da força muscular periférica (Kgf), encontrou-se uma média em torno dos 20, tanto para a força isométrica do bíceps, quanto do quadríceps. Já quanto ao questionário de atividade física, foram encontrados níveis habituais abaixo do recomendado, obtendo-se uma mediana de 30 e de 102,5 minutos para atividades moderadas e vigorosas, respectivamente. Destes, 10/24 foram classificados como inativos através desse instrumento. Embora não houve correlações do VEF1 (p=0,063) e do uso de antibioticoterapia com o VO2máx no pico do exercício, encontrou-se correlações fracas e significativas da CVF com o VO2máx no TECP. Da mesma forma, apesar de não haver correlações do VO2máx no pico do exercício com os dados de força muscular periférica, encontrou-se correlações moderadas e significativas do VO2 no limiar anaeróbio com a força isométrica do bíceps e quadríceps. Não foi encontrada correlação dessa variável com a força dos isquiotibiais. Por fim, os sujeitos com maior reserva ventilatória e menor frequência cardíaca de repouso não necessitaram do uso de antibiótico (ATB) um ano depois da realização do TECP. Não houve diferença significativa na comparação dos dados quanto ao VEF1. CONCLUSÃO: Os achados do estudo demonstraram correlações significativas do VO2 no limiar anaeróbico com os dados de força muscular periférica, mostrando que quanto maior é o nível de condicionamento físico, maior são os resultados de força muscular periférica. Constatou-se ainda que após um ano das avaliações propostas aqueles que possuíam frequência cardíaca de repouso mais baixa e maior reserva ventilatória no TECP não necessitaram de antibioticoterapia.
Abstract (english): INTRODUCTION: Cystic fibrosis (CF) is an autosomal recessive genetic disease with chronic inheritance and systemic manifestations that compromises the normal function of several organs and systems, including the respiratory system. Thus, the progression of lung disease is still the factor of greater morbidity, leading to the reduction of exercise capacity. OBJECTIVES: To evaluate the physical and muscular performance of individuals with cystic fibrosis. METHODS: This is an observational cross-sectional study performed at a cystic fibrosis center. The sample was selected by convenience, including patients with clinical diagnosis of CF (sweat test and/or genetic evaluation) of both genders and aged ≥ 6 years. Patients were referred to perform the cardiopulmonary exercise test (CPET). In addition, demographic data (age and sex), anthropometric data (weight, height and BMI), pulmonary function (spirometry), genetic mutation and clinical information (pancreatic insufficiency and chronic colonization by Pseudomonas aeruginosa) were collected. At the end of the visit, the peripheral muscle strength test and the physical activity questionnaire were performed. Finally, the total number of days of antibiotic use (oral and intravenous) was recorded in the period of one year following CPET evaluation. RESULTS: Thirty-five patients with CF were evaluated. In general, pulmonary function data (% of predicted) were within the limits of normality, obtaining a mean of 83.1 for the forced expiratory volume in the first second (FEV1) and 90.4 for the forced vital capacity (FVC). Only 15 and 10 subjects presented FEV1 and FVC scores below normal, respectively. Regarding CPET, the mean maximum oxygen consumption (VO2max) (%) in the anaerobic threshold was 67.3, heart rate (bpm) was 154.3 and maximum ventilation (L/min) was 30.8. At peak exercise, we found a mean HRmax (% predicted maximum) of 90.2, a respiratory exchange coefficient of 1.1 and VO2max (% predicted) of 102.3, indicating the performance of a maximum test. Only 5 participants presented VO2max results below normal. No subjects had desaturation during and/or after the test. In the evaluation of the peripheral muscle strength (Kgf), we found an average around 20, for both biceps and quadriceps isometric strength. Regarding the physical activity questionnaire, we found habitual levels below recommended, obtaining a median of 30 and 102.5 minutes for moderate and vigorous activities, respectively. Of these, 10/24 were classified as inactive through this instrument. Although there were no correlations between FEV1 (p=0.063) and the use of antibiotic therapy with VO2max at peak exercise, there were weak and significant correlations of FVC with VO2max. Similarly, although there were no VO2max correlations at peak exercise with peripheral muscle strength data, we found moderate and significant correlations of VO2 at the anaerobic threshold with biceps and quadriceps isometric strength. No correlation was found between this variable and the strength of the hamstrings. Finally, subjects with a higher ventilatory reserve and lower resting heart rate did not require the use of antibiotics (ATB) one year after CPET. There was no significant differences FEV1 data were compared. CONCLUSION: The findings of the study demonstrated significant correlations of VO2 at the anaerobic threshold with peripheral muscle strength, showing that the higher the level of physical conditioning, the greater the results of peripheral muscle strength. It was also found that after one year of the proposed evaluations, those who had lower resting heart rate and greater ventilatory reserve in CPET did not require antibiotic therapy.
Keywords: Fibrose Cística
Aptidão Física
Atividade Física
Força Muscular
Cystic Fibrosis
Physical Fitness
Physical Activity
Muscular Strength
CNPQ Knowledge Areas: CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA
CIENCIAS DA SAUDE::FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
MEDICINA::SAUDE MATERNO-INFANTIL
Language: por
Country: Brasil
Publisher: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Institution Acronym: PUCRS
Department: Escola de Medicina
Program: Programa de Pós-Graduação em Medicina/Pediatria e Saúde da Criança
Access type: Acesso Aberto
Fulltext access restriction: Trabalho será publicado como artigo ou livro
Time to release fulltext: 60 meses
Date to release fulltext: 31/08/2023
URI: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/8264
Issue Date: 14-Mar-2018
Appears in Collections:Programa de Pós-Graduação em Pediatria e Saúde da Criança

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