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Please use this identifier to cite or link to this item: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/7208
Document type: Tese
Title: O cuidado de si em Foucault e a possibilidade de sua articulação com a categoria "Ubuntu" na filosofia africana de Severino Elias Ngoenha
Author: Jimica, Camilo José 
Advisor: Madarasz, Norman Roland
Abstract (native): Esta pesquisa estabelece um diálogo entre O cuidado de si em Michel Foucault e a Filosofia Ubuntu: “Eu sou porque nós somos”, no âmbito das teorias contemporâneas da ética, tanto no seu viés hermenêutico do sujeito, quanto no seu viés analítico da ontologia do presente e da questão do ser como em Kant. Ela tenciona ir além do individualismo apontando, sobretudo, para a necessidade de uma ética-política da relação com o Outro, de uma moral social, entendida como um o ponto de equilíbrio entre o eu e o nós. Mostra-se nessa pesquisa o que é sujeito em Foucault, ilustrado por meio estudos em volta do cuidado de si. Em seguida mostra-se como a máxima “Eu sou porque nós somos” é trabalhada e usada para ensinar a saber-ser e a saber-estar juntos em comunidades na África subsaariana. A importância do dessa máxima ou da relação com outro é esta: a de não poder esquecer o ser que cada homem é (eu sou ...nós somos). Mas a pertinência deste princípio normativo da filosofia africana reside na sua capacidade de interrogar os conceitos modernos de sujeito, do homem e do ser como foram historicamente elaborados pelo pensamento ocidental (Descartes, Kant e Foucault), trazendo uma resposta que é uma contribuição clara a filosofia, a política e sobretudo a história africana (como revelam os trabalhos de Ki-Zerbo e Ngoenha sobre o problema de sujeito que é ainda a preocupação dos antropólogos e filósofos da alteridade como Levinas). Constata-se o problema é que cada pessoa pode dizer “Eu sou porque nós somos”, sem explicitar todos os conceitos envolvidos (sujeito, ser, tempo). O que na filosofia africana pensa-se ao proferir essa máxima? Com isso tornou-se evidente a necessidade de uma pesquisa ético-histórica sobre questões contemporâneas de hermenêutica do sujeito e do Ubuntu, e com adequada fundamentação filosófica. O termo “porque” usado no Ubuntu é um indicador de conclusão: eu sou porque nós somos. Nesse argumento, a conclusão é o que se quer justificar. O que se quer dar razão é o que eu e tu somos. “Eu sou” é a informação, o dado novo que a partida temos sobre o problema do sujeito e do ser. A conclusão é “Nós somos”. Ela é uma consequência que ao raciocinar: por que eu sou? a pessoa pode tirar . Assim, a conclusão corresponde opinião do eu (do sujeito) sobre o problema do ser e estar em comunidade.
Abstract (english): Cette recherche établit un dialogue entre le souci de soi chez Michel Foucault et la philosophie Ubuntu: «Je suis parce que nous sommes" dans le contexte des théories contemporaines de l'éthique, à la fois dans sa partialité herméneutique du sujet, comme dans son biais analytique de l'ontologie du présent et de la question de l'être chez Kant. Elle a l’intention d’aller au-delà de l’individualisme, montrant la nécessité d’une politique de la relation et d’éthique de la relation à l’autre, c’est-à-dire, d’une morale sociale comprise comme un point d’équilibre entre le j’et le nous. Cette recherche présente la notion de sujet chez Foucault, illustrée par des études autour du souci de soi. Se présente alors comme « Je suis parce que nous sommes » est conçu et utilisée pour enseigner le savoir-être ensemble dans les communautés en Afrique subsaharienne. L'importance de cette relation avec l’autre est-ce: vous ne pouvez pas oublier l’étant que chaque homme est (je suis... nous sommes). Mais la pertinence de ce principe normatif de la philosophie africaine réside dans sa capacité à interroger comme les concepts modernes du sujet, de l'homme et de l'être ont été historiquement établi par la pensée occidentale (Descartes, Kant et Foucault), apporter une réponse qui contribue clairement à la philosophie, politique et surtout l’histoire de l’Afrique (comme le révèlent les travaux de Ki-Zerbo et Ngoenha sur le problème du sujet qui est toujours la préoccupation des anthropologues et philosophes de l’altérité comme Levinas). Le problème est que chaque personne peut dire «Je suis parce que nous sommes», sans expliquer tous les concepts impliqués (sujet, être, temps). Quelle philosophie pensé à faire cela? Cela est apparu la nécessité de recherches éthiques sur des enjeux contemporains de l’herméneutique historique du sujet et de Ubuntu et avec une justification adéquate. Le terme «parce que» utilisé dans Ubuntu est un indicateur de conclusion: je suis parce que nous sommes. Dans cet argument, la conclusion est que vous voulez justifier. La raison est que vous et moi (nous) sommes. «Je suis» est l’information, les nouvelles données que nous avons sur le problème du sujet et d’être. La conclusion est «nous sommes». C’est une conséquence que la raison: Pourquoi suis-je? une personne peut prendre. Ainsi, la conclusion correspond l’opinion du sujet sur le problème de l'être et la vie en communauté.
Keywords: FILOSOFIA AFRICANA
FOUCAULT, MICHEL - CRÍTICA E INTERPRETAÇÃO
FILOSOFIA
CNPQ Knowledge Areas: CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
Language: por
Country: Brasil
Publisher: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Institution Acronym: PUCRS
Department: Escola de Humanidades
Program: Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Access type: Acesso Aberto
URI: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/7208
Issue Date: 19-Dec-2016
Appears in Collections:Programa de Pós-Graduação em Filosofia

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